Quantos andares distingue o teu ouvido?

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    Quantos andares distingue o teu ouvido?

    Quantos tons consegues distinguir?

    Cerca de cinco, para a maioria das pessoas, quando os tons chegam um de cada vez e sem nada com que os comparar. Na experiência de Irwin Pollack, em 1952, os participantes ouviam tons isolados, igualmente espaçados em altura, e diziam qual era cada um; cada tom transmitia cerca de 2,3 bits de informação, o equivalente a distinguir sem erros apenas cinco tons. George Miller tornou este limite famoso em 1956, com «O número mágico sete, mais ou menos dois».

    Este teste transforma essa experiência numa torre. Cada andar tem o seu próprio toque de tom puro, grave em baixo e agudo em cima, distribuído de forma igual em altura entre 250 e 2.500 Hz. Cada edifício começa com uma viagem de elevador por todos os andares; depois soa um toque sem referência, tocas no andar e ficas a saber qual era o certo. Os edifícios crescem de 2 andares para 3, 4, 6, 8, 12 e 16, sempre com a mesma altura, por isso os tons ficam cada vez mais próximos. Duas respostas certas seguidas passam um edifício; o primeiro erro obriga a repetir o mesmo edifício, o segundo acaba a subida e seguem-se mais 16 toques de «hora de ponta» nesse edifício. Todas as tuas respostas são ajustadas com o modelo clássico do ouvido com ruído para a identificação absoluta, que dá os bits que transmites, os andares a que equivalem e um intervalo provável.

    Não há percentil. Os estudos desta tarefa testaram desde meia dúzia até cerca de 120 pessoas cada um, cada qual à sua maneira, e nenhum publica como as pontuações se distribuem por muitas pessoas, por isso o teu resultado fica ao lado de marcos de referência, não numa classificação. Não é um teste de audição e não diz nada sobre a tua saúde. O altifalante do telemóvel, a divisão e o volume alteram o número, e várias tentativas dizem mais do que uma. Também não é um teste de ouvido absoluto: não precisas de nomes de notas nem de formação musical.

    O que o teste mede

    Uma só coisa: quantos tons consegues manter separados apenas de memória, sem um tom de referência com que os comparar.

    A tarefa

    • Identificação absoluta, a tarefa de Pollack (1952) e Miller (1956): ouves um tom, dizes qual era do conjunto e recebes a resposta certa depois de cada tentativa
    • Sete edifícios de 2, 3, 4, 6, 8, 12 e 16 andares; cada andar é um tom puro de 0,5 s, com os andares igualmente espaçados em altura entre 250 e 2.500 Hz
    • Todos os andares são igualados em intensidade percebida (ISO 226) e depois baixados ao acaso entre 0 e 6 dB, para que só a altura denuncie o andar
    • Uma viagem de elevador por todos os andares antes de cada edifício; duas certas seguidas passam-no; dois erros em toda a subida, sendo o primeiro uma repetição
    • Depois, 16 toques de hora de ponta no edifício onde paraste, precisamente onde os andares começam a confundir-se

    O teu resultado

    • A informação que cada toque te dá, em bits, e o número de andares a que equivale (até 16), com um intervalo provável
    • O edifício mais alto que passaste e uma grelha de onde caiu cada toque da hora de ponta
    • Marcos da investigação: estudantes na primeira hora (Stewart, Brown e Chater 2005), os ouvintes de Pollack (cerca de 5 tons), ouvintes antes e depois de dez horas de treino (Dodds et al. 2011), cinco ouvintes após cerca de 1.200 toques de treino (Fulgosi e Žaja 1975)
    • Em termos do dia a dia: a torre abrange cerca de 40 teclas de piano, e quantas teclas de largura tem cada um dos teus andares
    • Padrões nas tuas respostas, como tender para cima ou para baixo, ou acertar mais nos andares das pontas
    • Um cartão para partilhar e uma ligação para desafiar alguém amigo

    Antes de começares

    • Não precisas de nomes de notas nem de formação musical
    • Liga o som; no iPhone, desliga primeiro o modo silencioso
    • O andar mais baixo está nos 250 Hz, por isso o altifalante de um telemóvel consegue tocar todos os andares; uma divisão silenciosa ajuda
    • Cerca de dois minutos

    Perguntas frequentes sobre memória tonal

    Este teste é gratuito? Preciso de me registar para ver o resultado?

    Sim, é gratuito e não há registo: sem conta, sem email, sem pagamento. O teu resultado aparece nesta página assim que terminas, e podes partilhá-lo ou jogar outra vez de imediato.

    Quantos tons consegue distinguir uma pessoa comum?

    Cerca de cinco ou seis, quando os tons são ouvidos um de cada vez e sem referência. Os ouvintes de Pollack, em 1952, transmitiam cerca de 2,3 bits por tom, o equivalente a identificar cinco tons sem erros, e a revisão de Miller de 1956 situou o teto em cerca de 2,5 bits, aproximadamente seis tons igualmente prováveis. Juntar mais tons não aumenta o número: nos dados de Pollack, as confusões tornavam-se frequentes a partir de cinco tons.

    O que é o número mágico sete, mais ou menos dois?

    «O número mágico sete, mais ou menos dois» é o título do artigo de George Miller de 1956 sobre as poucas categorias que as pessoas conseguem manter separadas quando avaliam uma única coisa, como a altura de um tom isolado. Para a altura, Miller tirou o limite da experiência de Pollack: cerca de 2,5 bits, ou seis tons. Este teste de memória tonal faz o mesmo tipo de tarefa, a identificação absoluta, numa torre cujos andares ficam cada vez mais juntos.

    Como é calculada a pontuação do teste de memória tonal?

    O teste de memória tonal ajusta todas as tuas respostas com o modelo clássico do ouvido com ruído para a identificação absoluta e indica quanta informação traz cada toque, em bits, e a quantos andares perfeitamente distinguíveis isso equivale: 2 elevado aos teus bits, até 16. O intervalo provável vem de reajustar 120 reamostragens das tuas respostas. Não há percentil, porque nenhum estudo publica a distribuição das pontuações por muitas pessoas.

    É possível treinar o ouvido para distinguir mais tons?

    Um pouco. No estudo de Dodds et al. de 2011, seis ouvintes treinaram com 36 tons separados por um semitom durante dez sessões de uma hora e subiram, em média, de 2,21 para 2,59 bits, de cerca de 4,6 para 6 tons. Os cinco ouvintes de Fulgosi e Žaja chegaram a uma mediana de 3,11 bits, cerca de 8,6 tons, depois de uns 1.200 ensaios de treino, e o melhor ouvinte de Dodds et al., que tinha formação musical, chegou a cerca de 14,4 tons.

    Isto é um teste de ouvido absoluto?

    Não. As pessoas com ouvido absoluto conseguem dar nome a 50 ou 60 alturas diferentes (Miller, 1956), usando nomes de notas aprendidos ao longo de anos. Este teste de memória tonal não precisa de nomes de notas: aprendes os andares de um edifício numa única viagem de elevador e depois identifica-los de memória, que é o limite comum que quase toda a gente tem. Se sabes os nomes das notas, o teste de ouvido absoluto deste site mede a outra capacidade.

    Isto é um teste de audição?

    Não. O teste de memória tonal mede quantos tons manténs separados na memória, não se ouves bem, e nada no resultado diz alguma coisa sobre a tua saúde. Os tons vão de 250 a 2.500 Hz. Uma pontuação que parece baixa tem mais vezes a ver com o altifalante do telemóvel, a divisão ou o volume do que com os teus ouvidos; se a tua audição te preocupa, um profissional de audição pode avaliá-la como deve ser.

    De onde vêm os números

    Como funciona a pontuação

    Informação transmitida

    Quanto um toque te diz sobre o andar de onde veio, em bits (Garner e Hake 1951; Miller 1956). Separar 2 andares exige 1 bit, 4 andares 2 bits, 8 andares 3 bits; os teus andares equivalentes são 2 elevado aos teus bits.

    O modelo do ouvido com ruído

    Cada toque é tratado como ouvido na sua altura real mais um ruído aleatório que é uma fração fixa de toda a amplitude, com uma possível tendência constante para cima ou para baixo e 2% de probabilidade de um toque ao acaso. O ruído e a tendência são ajustados a todas as respostas que deste, em todos os edifícios, por máxima verosimilhança.

    Porquê um modelo e não uma contagem direta

    Contar os bits diretamente a partir de uma grelha curta de respostas dá valores altos demais: os estudos usavam centenas a milhares de ensaios por ouvinte, e uma tentativa de dois minutos tem algumas dezenas. Em simulações deste mesmo procedimento, o modelo ficou a cerca de um andar do valor real. A contagem direta com a correção para amostras pequenas de Miller (1955) continua a aparecer nas letras pequenas.